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Primeiro título da série para os consoles de nova geração, game aproveita o avanço tecnológico e impressiona com história interessante

Os fãs de Resident Evil tiveram algumas decepções nos últimos anos, mas podem respirar aliviados. Resident Evil 7: Biohazard , o título mais recente da série, faz jus ao passado glorioso da franquia e mostra por que a série da Capcom é uma das mais famosas dos games.

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Resident Evil 7: Biohazard foi lançado para PC, PS4 e Xbox One em janeiro
Divulgação/Capcom
Resident Evil 7: Biohazard foi lançado para PC, PS4 e Xbox One em janeiro

O primeiro jogo de Resident Evil para os consoles da nova geração faz uma mistura de terror psicológico e bioterrorismo. O jogador acompanha o game na pele de Ethan Winters, um rapaz que sai em busca de sua esposa desaparecida após receber um e-mail dela. Todas as pistas levam a uma casa abandonada em uma área rural da Luisiana, onde Winters tem de lidar com uma família bem estranha que é suspeita de diversos aparecimentos na região.

Os minutos iniciais do jogo já dão o tom do que vem por aí: muita tensão. Tudo converge para que o clima deixe o jogador bem tenso, desde a paisagem aterrorizante a um silêncio de congelar a espinha. A impressão de que algo horrível pode acontecer a qualquer acompanha o jogador durante boa parte do game – e essa experiência é intensificada ainda mais no PlayStation VR, o acessório de realidade virtual do PS4.

Sdds zumbis

Quem está acostumado a matar zumbis pode estranhar os rumos que RE 7 toma. O game não tem zumbis e traz alguns inimigos diferentes. O primeiro deles é Jack Baker, o patriarca da família aterrorizante que aparece algumas vezes para atormentar Ethan.

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A medida em que o jogador vai explorando a casa principal e avançado no jogo, outros inimigos aparecem e o subtítulo Biohazard faz sentido. Ethan descobre que a família Baker foi infectada por uma substância que os transforma em monstros mutantes e precisa saber como neutralizar essa infecção no corpo de sua esposa. Aí a história começa a ter novos desdobramentos.

Além de não ter zumbis, RE 7 devolve o terror à franquia e foca mais nisso do que na ação. O jogo apresenta diversos puzzles e exercita mais a capacidade mental do jogador do que sua habilidade para correr dos monstros.

Depois das experiências fracassadas de RE 5 e RE 6, o novo game da série é um alívio para os fãs. Além de trazer coisas do passado glorioso da franquia, como a maleta de itens com espaço limitado e a ação em primeira pessoa, o jogo acerta tanto na história, quanto no desenvolvimento.

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A série se adaptou muito bem à tecnologia das novas plataformas. Os gráficos de RE 7 são sensivelmente melhores do que os dos títulos anteriores, assim como a jogabilidade e a densidade da história e do game.

Resident Evil 7: Biohazard mostra que a série está viva e tem tudo para conquistar fãs que sequer chegaram a ter um PlayStation para jogar os primeiros jogos. Por outro lado, o jogo é quase um pedido de desculpa pelos erros do passado recente.

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