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Apesar de existirem poucos jogos pensados para esse público, os benefícios dos games na educação de crianças especiais são inúmeros

Um dos maiores desafios dos educadores é a atuação na educação de crianças especiais . Dessa forma, é necessário que entrem em cena os  psicopedagogos , que trabalham de forma mais lúdica e conseguem promover uma educação mais inclusiva, apresentando conteúdos lúdicos e que sejam estimulantes para esse público.

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Jogos digitais auxiliam na educação de crianças especiais por apresentar o lúdico e trabalhar a coordenação motora
Reprodução/Shutterstock
Jogos digitais auxiliam na educação de crianças especiais por apresentar o lúdico e trabalhar a coordenação motora

Nesse cenário, entram os jogos digitais , que apresentam o papel de elemento educativo, dotado de sons, imagens, cores e movimentos, que prendem a atenção das crianças especiais e fazem com que elas fixem a atenção no game e aprendam a ter foco em determinada atividade. Trabalhar a atenção, contudo, não é o único benefício que os jogos digitais trazem.

Renata Ragazzo Pastori, pedagoga especialista em Inclusão Escolar, destaca que os elementos digitais são ferramentas muito positivas na educação desse público, e permite que ela seja mais lúdica e produtiva. "Além disso, os aplicativos trabalham a coordenação motora da criança, que é uma parte importante do nosso trabalho", explica.

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Dentre os outros pontos em que os jogos são benéficos na educação inclusiva, Renata também destaca a melhora da memorização e do foco, além de fazer com que crianças agitadas fiquem mais tranquilas e tenham menos dificuldade de aprendizado por causa disso. Em suas sessões, ela explica que usa diversos aplicativos no tablet, e que é registrada uma melhora na curva de aprendizado das crianças que são apresentadas aos games.

A pedagoga também explica que os aplicativos que mais costuma utilizar com essa finalidade são jogos da memória, jogos musicais do alfabeto, além de alguns aplicativos voltados para a alfabetização de crianças em geral. Apesar disso, Renata relata uma dificuldade: encontrar apps que sejam específicos para esse público.

Aplicativo

"Acredito que existem muito poucos, há uma carência desses aplicativos no mercado. Para mim, pelo menos, ainda não chegou nenhum", salienta. Renata não é a única a sentir falta desses aplicativos no mercado. Os desenvolvedores do app PlayDown , voltado para a educação de crianças com Síndrome de Down, também identificaram essa carência no mercado.

"Acreditamos que esse setor possui sim um mercado em que a demanda não é suprida. Notamos que existem alguns jogos para computador, mas não são muitos. Não encontramos nenhum aplicativo desse tipo que fosse em português disponível para dispositivos móveis, que são mais acessíveis que um computador", explicam os criadores do app. Eles também ressaltam que existem grandes diferenças nas curvas de aprendizado de crianças que fazem uso do app e de crianças especiais que são submetidas à educação tradicional.

A partir desses dados, os criadores do aplicativo buscaram o auxílio de de uma professora de uma instituição de ensino para crianças com necessidades específicas. "Além de promover a inclusão digital dessas crianças, esses jogos podem estimula-las no desenvolvimento de atividade."

Com mini-jogos e brincadeiras normalmente feitas no papel, as crianças especiais são naturalmente mais atraídas por essas mídias, por causa de sons, imagens, cores e movimentos, estimulando o desenvolvimento  do raciocínio, da atenção, da coordenação motora fina e da vocalização das palavras.

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"O grande benefício que eu encontro no uso dos tablets para as crianças é que o aplicativo diz 'avião' e mostra um aviãozinho passando, faz o barulho característico. Isso é muito valioso para a criança, faz com que ela assimile com mais facilidade", finaliza Renata.

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