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Iniciativas como o Puzzle Room chegam ao Brasil e conquistam legião de fãs; na Europa, escape games são usados até em entrevistas de emprego

Quem usava a internet nos anos 2000 para se divertir, provavelmente tem boas recordações dos jogos de escape em flash. Aqueles joguinhos em que o personagem tinha que solucionar enigmas para fugir de um quarto ou uma casa se desenvolveram junto com os videogames – e até se desprenderam do hardware e ganharam versões físicas.

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Depois de sucesso na Europa, jogos de escape estão atraindo fãs no Brasil
Divulgação/Puzzle Room
Depois de sucesso na Europa, jogos de escape estão atraindo fãs no Brasil

Hoje, os jogos de escape estão bem reais graças a iniciativas como a Puzzle Room , que começou na Europa e já chegou ao Brasil. A empresa é especializada em criar escape games reais e já tem duas unidades no País, atraindo cerca de 4 mil clientes.

"O feedback no Brasil é muito positivo. Quem não conhecia está adorando a experiência", explicou Rodrigo Matrone, game designer e sócio do Puzzle Room, em entrevista ao iG .

Tendência na Europa

Antes de vir para o Brasil, os escape games já eram bem populares na Europa. Foi em Praga, na República Tcheca, que a Puzzle Room começou. Hoje, as salas não são só usadas para diversão.

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"A modalidade corporativa está começando a crescer. Os RHs estão usando essa ferramenta para analisar os candidatos", explicou Matrone. A companhia já desenvolveu uma modalidade portátil do game, em que consegue levar o escape room para dentro de empresas. "Ela tem o DNA do escape, mas não depende de infraestrutura", disse.

Sucesso no Brasil

Rodrigo Matrone é sócio e game designer da Puzzle Room
Divulgação/Puzzle Room
Rodrigo Matrone é sócio e game designer da Puzzle Room

No Brasil, por enquanto, o que está conquistando os jogadores é a modalidade fun, a da pura diversão. Os jogos têm duas versões: a linear, em que os participantes vão solucionando o game por etapas, e a não linear, em que os jogadores trabalham em frentes diferentes ao mesmo tempo para chegar à solução.

As histórias são variadas e, para Rodrigo Matrone, qualquer uma pode virar um jogo. "A gente consegue criar um game com qualquer tema. É um jogo de massinha que pode ser modelado para qualquer situação", garantiu. Em São Paulo, as salas têm temas que vão desde um mundo literalmente de cabeça para baixo até o Carandiru.

"Ainda estamos no Atari"

Apesar do sucesso, jogos como os desenvolvidos pela Puzzle Room ainda são uma aposta no Brasil. "Compararam nosso modelo com as paleterias, diziam que era um boom do mercado", lembrou o game designer. Ele acredita que os jogos offline são a nova tendência do mercado. "Nós fomos o terceiro escape game em Praga e hoje temos uns 50 concorrentes. A cidade é do tamanho de Campinas", comparou.

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Para ele, os escape games não se assemelham com os de tabuleiro, ao contrário do que muita gente acredita. "Tabuleiro é individual, envolve sorte", argumentou. "É mais um jogo em realidade aumentada", disse.

Os jogos de escape têm tudo para se desenvolver ainda mais e ganhar mais espaço. "Nós ainda estamos no Atari. No futuro próximo, isso vai derivar para modalidades malucas. Vamos ter uma mescla do físico com o virtual, vídeos em 3D, hologramas", antecipou. "Em breve, as tecnologias vão se cruzar com o escape e aí tudo vai ficar mais insano", prometeu o game designer.

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