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O membro da Irmandade dos Assassinos Shay Patrick Cormac nos leva a uma aventura pela guerra franco-indígena em "Assassin's Creed: Rogue"

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Divulgação/Ubisoft
Cenas de "Assassin's Creed: Rogue"

“Assassin’s Creed: Rogue” foi lançado para PlayStation 3 e Xbox 360 em 11 de Novembro de 2014 e para Microsoft Windows em 10 de Março de 2015. É o sétimo jogo principal da série “Assassin's Creed” e é uma sequência direta para “Assassin's Creed IV: Blackflag”, de 2013, mas também tem relacionamento com “Assassin's Creed III”, através de personagens que já apareceram em outros games da saga.

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Jogabilidade e Enredo

Assassin’s Creed: Rogue ” tem início aproximadamente um ano depois dos eventos de seu antecessor, “Black Flag”. Nesse game da franquia, o jogador assume a identidade de outro personagem não identificado, também contratado da Abstergo para revirar as memórias genéticas de Desmond Miles.

Ao investigar as memórias de Shay Patrick Cormac , um assassino que trabalha no Atlântico Norte durante a Guerra Franco-Indígena , acidentalmente os funcionários abrem um arquivo de memória oculta e protegida, que corrompe os servidores da gigante da indústria. Preso no edíficio, o jogador é recrutado por Melanie Lemay, e devecontinuar a explorar as memórias de Cormac, esforçando-se ao máximo para limpar o sistema e permitir que o acesso ao edíficio da indústria seja liberado.

Assassin's Creed: Rogue, o sétimo jogo principal da franquia
Reprodução/Youtube
Assassin's Creed: Rogue, o sétimo jogo principal da franquia

Cormac é um novo aspirante a assassino que trabalha para a lendária  Irmandade dos assassinos e para Aquiles Davenport. Ele vê potencial no jovem, mas o candidato a assassino desenvolve uma insubordinação, e isto causa frustração aos seus mentores.

Acreditando que assumir um papel mais ativo nos assuntos da Irmandade vai controlar a sua fúria, Aquiles designa o jovem para perseguir um grupo de Templários com seu novo navio, o Morrigan. Os inimigos estão tentando decifrar um artefato Precursor, que revelaria os locais das várias peças de Éden.

O artefato, que tem assemelha-se a uma caixa de madeira, foi roubado dos Assassinos logo após um forte terremoto no Haiti, alguns anos antes da história em que este game da franquia está inserido. Com a ajuda de Benjamin Franklin, Cormac é encarregado de recuperar a Peça de Éden, que está escondida em Lisboa, a capital portuguesa. No entanto, o recruta começou a questionar os motivos dos Assassinos depois de ver sua recusa em dialogar com os Templários, e não tem satisfação em matar um comandante Templário já velho e moribumdo, chamado Lawrence Washington.

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Dúvidas e questionamentos lhe vêm à cabeça com certa frequência. Em Lisboa, sua tentativa de recuperar a Peça perdida desencadeia um terremoto, que culmina na destruição de toda a cidade. Pensando sobre isso, o jovem assassino repara que eventos semelhantes ocorreram no Haiti, e Cormac fica horrorizado ao saber que Aquiles e os Assassinos pretendem prosseguir a busca aos pedaços restantes do Éden. Ele rouba um manuscrito de suma importância para interpretar o estimado artefato e foge. Os Assassinos o perseguem por isso. Em casa, um Assassino não-identificado atira em suas costas e abandona-o para morrer.

 Cormac é resgatado por um navio desconhecido e levado para Nova Iorque. Depois de uma longa recuperação, ele usa as habilidades que aprendeu com os Assassinos para expulsar gangues criminosas da cidade. Suas ações chamam a atenção de George Monro, o governador da cidade. Ele oferece a Cormac a chance de ajudar a reconstruir a cidade.

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Cenas de "Assassin's Creed: Rogue"


Emdébito com o governador pela ajuda prestada, o recruta ajuda o exército britânico nas campanhas contra os franceses, e descobre que seu antigo mestre Assassino, Aquiles, está lutando ao lado de franceses. Monro, então, revela ser um Templário, e apesar de saber da associação de Cormac com os Assassinos, oferece-lhe um lugar dentro da sua Ordem.

Cormac aceita, passando de Assassino a Templário. Como seu primeiro ato como integrante da Ordem, ele mata Kesegowaase, que antes de morrer, diz-lhe que seu melhor amigo Liam está prestes a matar Monro. Liam é bem sucedido, e Cormac corre perigo. Ele é, então, formalmente admitido na ordem dos Templários pelo Grande-mestre Templário, Haytham Kenway, cujos antecessores já apareceram em outros jogos da franquia (III e IV).

Cormac revela a Kenway que ele acredita que as peças do Éden não são armas, mas sim, partes fundamentais ​​para manter o planeta unificado, sem grandes terromotos ou catástrofes naturais que comprometam a vida terrestre, e promete parar os assassinos antes que eles causem outra catástrofe e matem milhares de pessoas.

Em sua jornada para destruir a grande Irmandade dos Assassinos, Cormac decide que ele deve fazer o que considera certo. Um por um, elemata cada um de seus ex-aliados Assassinos. Depois de descobrir que Aquiles e Liam estão indo para outro templo atrás de outra peça que pode causar outra grande catástrofe, Cormac persegue-os. Quandoos assassinos têm um pequeno desentendimento, a Peça de Éden é derrubada, causando um terremoto de proporções gigantes.

Kenway persegue então o líder Aquiles, e Cormac luta contra seu melhor amigo assassino no templo. O protagonista chega a tempo de convencê-lo a não matar o mestre, porque sua história pode ajudar a parar os Assassinos, e fazê-los desistir de tentar localizar outros templos. Como precaução, ele atira no joelho do inimigo, impossibilitando-o de fugir.

Com a Irmandade dos Assassinos destruída, o protagonista tem a tarefa de localizar o artefato, e passa os próximos 20 anos procurando-a. Sua busca leva-o a Versalhes, na França, onde ele descobre que o que procura está sob os cuidados de Charles Dorian, pai de Arno Dorian, o protagonista de “Assassin's Creed: Unity”, próximo jogo da franquia.

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Cenas de "Assassin's Creed: Rogue"

Cormac mata o assassino e toma posse do artefato do Éden.

 Nos dias atuais, o jogador finalmente consegue organizar todas as memórias de Cormac. Com a direção de Otso Berg, um líder Templário, é revelado o quão perto Aquiles Davenport esteve de destruir o mundo. O resultado disso é quase instantâneo. A Irmandade dos Assassinos é lançada na confusão e, como é revelado no próximo jogo da franquia, há uma retaliação por invadir os sistemas das Indústrias Abstergo, que resulta na destruição de tudo, incluindo das amostras precursoras e os servidores da empresa.

Como recompensa pelas suas ações, o jogador é recompensado com a oportunidade de fazer uma escolha: ele pode juntar-se à Ordem dos Templários, ou morrer como membro da Irmandade dos Assassinos. No entanto, a tela fica preta antes que a decisão possa ser tomada, e o jogo acaba aí.

No que se refere aos aspectos visuais, os fãs da franquia “Assassin’s Creed” dizem que nesse sétimo game reaproveitar é a palavra de ordem. Os aspectos navais de jogos anteriores estão de volta em Rogue, com o jogador controlando o navio de Shay, o Morrigan. O navio em questão tem um calado parecido com o navio de Edward Kenway, de “Assassin's Creed IV: Blackflag”, permitindo assim navegação nos rios.

Outras características novas deste jogo para o navio incluem a capacidade de deixar manchas de óleo (que pode ser incendiado e atrapalhar os inimigos que o perseguem), metralhadoras, canhões e agora existe uma nova habilidade: os inimigos podem entrar a bordo do Morrígan durante os combates navais. O clima ártico do ambiente em que o jogo se passa também tem características que influenciam a jogabilidade naval: o navio pode destruir icebergs para ganhar saque adicional ou quebrar camadas de gelo para ultrapassar navios inimigos e explorar mais ainda o mapa. As missões subaquáticas de "Blackflag" não existem no Atlântico Norte, e nadar faz com que a energia do jogador se esgote mais rapidamente devido à água gelada do Ártico.

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Para o combate, este jogo da franquia "Assassin's Creed" introduz uma espingarda de ar, que permite ao jogador eliminar inimigos a distancia, além da possibilidade de utilizar vários tipos de projéteis nessa arma. Também é possível usar um lançador de granadas,  que dispara estilhaços. Os Assassinos inimigos têm figuras muito similares aos jogos anteriores, e suas habilidades têm sido as mesmas utilizadas desde o primeiro game da franquia.O combate corpo a corpo foi ligeiramente alterado, de forma que os contra ataques dos inimigos podem ser contados por tempo. Há agora o  gás tóxico, que pode ser usado como arma ambiental. Neste caso, Cormac tem uma máscara para anular os seus efeitos. Ao contrário dos jogos anteriores da série, em Rogue o jogador não é penalizado se matar civis que não tem a ver com a ação, apenas o nível de procurado aumentará (e assim, ele correrá mais riscos de ser pego e não completar a missão).

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Cena de "Assassin's Creed: Rogue" foi criticada pelo PETA

O jogo tem  missões secundárias, como já foi visto em todos os games anteriores da franquia. Refletindo o novo papel de Cormac como Templário, o jogo introduz uma nova missão secundária especial, “Assassin Interception”, onde depois de interceptar um pombo correio com um contrato, o jogador deve impedir um Templário de ser assassinado ao procurar e matar os Assassinos escondidos naquela região.

Recepção

Apesar de não ter revelado o número de unidades vendidas separadamente, a companhia francesa Ubisoft Quebec anunciou que as vendas combinadas de “Assassin's Creed: Unity” e “Assassin's Creed: Rogue” atingiram a marca dos 10 milhões de unidades vendidas no mundo, para todas as plataformas.

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