De islamofobia e racismo até assédio sexual e estupro, há muitos jogos banidos no mundo por serem polêmicos; conheça

Apesar de a violência ser o tema central de muitos games, existem alguns jogos banidos no mundo por terem se envolvido em polêmicas, que acabaram banidos de diversos países. Algumas desenvolvedoras responsáveis por esses games voltaram atrás e reeditaram os conteúdos para se adequar às normas vigentes naqueles territórios, já outras, aceitaram o banimento e pararam de vender o game em questão nos países proibidos.

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Seja por motivos de violência, de apologia ao nazismo ou mesmo de violência sexual e preconceito, diversos países consideram os conteúdos de alguns games pesados demais para fazer uma classificação indicativa e liberar tais games para venda. Conheça os jogos banidos  em diversos países do mundo:

Commandos: Behind Enemy Lines

Commandos: Behind Enemy Lines
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Commandos: Behind Enemy Lines

O jogo Commandos: Behind Enemy Lines é baseado na Segunda Guerra Mundial e coloca os jogadores para lutarem contra soldados controlados por inteligência artificial - uma inovação e tanto para os padrões dos jogos da época em que foi lançado. Contudo, acabou banido na Alemanha por conter representações e apologias a símbolos nazistas, o que é proibido no país desde o final da Segunda Guerra Mundial.

EverQuest

EverQuest
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EverQuest

Acusado de desvirtuar moralmente os jogadores, o game lançado pela Sony também foi banido no Brasil. Isso porque os jogadores recebiam missões boas e ruins, deveriam cumprí-las de qualquer forma, matando outros personagens para alcançar seus objetivos. Segundo as acusações, o jogo poderia incentivar as crianças a cometerem delitos para conseguir o que queriam, sem se preocupar com as consequências de seus atos.

Football Manager

Football Manager
Divulgação
Football Manager

O que leva um jogo de futebol a ser banido na China? Simples. A representação do Tibete como um país independente, quando essa é uma questão política importante e conflituosa no país. A representação da região como independente serviu apenas para inflamar ainda mais essa discussão sobre o território ocupado, que pede independência da China há mais de 40 anos.

The Guy Game

The Guy Game
Reprodução/Youtube
The Guy Game

The Guy Game se envolveu em uma polêmica séria. Acusado de estimular e promover a pornografia infantil, o game foi banido nos Estados Unidos. Seu gameplay envolvia cenas em live action de um adolescente e muitas mulheres de biquíni, que ocasionalmente exibiam seus seios. O jogo dá a entender que o garoto se relaciona sexualmente com as personagens, interpretadas por atrizes.

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Mass Effect

Mass Effect: Andromeda
Reprodução/Youtube
Mass Effect: Andromeda

Mass Effect é uma franquia de bastante sucesso no mundo. Mas, para o governo de Singapura, apresenta uma questão delicada: sexo e beijo lésbico. De acordo com as autoridades daquele país, o jogo apresenta conteúdo adulto a crianças e adolescentes e, portanto, não pode ser distribuído livremente, pois poderia incentivar a adultização precoce das crianças. Assim, a franquia não pode ser lançada no território até hoje.

Manhunt

Manhunt
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Manhunt

Um dos jogos mais violentos de todos os tempos, Manhunt criou polêmica por supostamente ter inspirado um adolescente a cometer um assassinato, o que fez o game ser banido na Austrália. Isso não desencorajou os produtores a fazer uma segunda edição do jogo, que ficou conhecida por ser um dos poucos títulos proibidos para menores de idade por causa da violência excessiva. Até 2008, a série já tinha vendido cerca de 1,7 milhão de cópias. No jogo, o objetivo do jogador é sair pelas ruas da cidade matando pessoas e cometendo atos violentos sem qualquer motivos aparente.

Muslim Massacre

Muslim Massacre
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Muslim Massacre

Isso mesmo, islamofobia. Em Muslim Massacre, o jogador assume o papel de um guerrilheiro americano , cujo objetivo é exterminar todo e qualquer adorador de Allah, desviando-se dos contra-ataques que surgirem. No final, o grande chefão é o próprio Deus do Islã, Allah. O game foi inspirado na cruzada de George W. Bush contra o islamismo. Por incentivar o ódio à fé de um determinado grupo social, o jogo foi banido no mundo todo. 

RapeLay

RapeLay
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RapeLay

Uma situação bastante comum no mundo todo é o assédio sexual nos trens e metrôs do mundo todo. RapeLay é um game japonês que decidiu brincar com essa situação, possibilitando que os usuários levantem as saias das mulheres, passem a mão no corpo de personagens visivelmente constrangidas e até as estupre e engravide. Quando este último acontece, o jogador tem a opção de forçar a vítima a fazer um aborto. Além disso, há ainda a possibilidade de escolher posições para abusar da moça e até mesmo, coloca-la em uma roda de masturbação grupal. Ainda existem cenas de mulheres chorando e sangrando. O game foi proibido no mundo todo, mas foi vendido durante um período no Japão, pois a desenvolvedora alegou que o jogo não violava nenhuma lei do país. A franquia, contudo, acabou sendo cancelada pela baixa adesão dos jogadores.

Beat'em & Eat'em

Beat’em & Eat’em
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Beat’em & Eat’em

Mais um jogo banido com temática sexual. Lançado para o Atari 2600, o objetivo deste polêmico jogo impróprio para menores de 18 anos era engolir o sêmen de um homem. Quando o jogador atingia 69 pontos, era premiado com uma vida. Nas instruções do título, haviam algumas "recomendações" bastante incômodas, como  “não erre a pontaria, pois pode gerar advogados ou médicos de sucesso”, em uma clara referência à gravidez indesejada. O jogo acabou banido em diversos países por conta de sua conotação sexual exacerbada.

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Ethnic Cleansing

Ethnic Cleansing
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Ethnic Cleansing

Esse  é mais um dos jogos banidos, e é exatamente o que o nome sugere: uma limpeza étnica. O objetivo do game é matar latinos, negros e judeus. Para isso, o jogador pode escolher entre ser um skinhead ou um membro da Ku Klux Klan. O game ainda mostra o ex-Primeiro Ministro de Israel Ariel Sharon, que é um dos alvos do assassino. O jogo ainda ganhou uma continuação, que também foi banida em diversos países do mundo todo, e que levou ao fechamento da empresa, após a descoberta de que seus funcionários eram neonazistas.

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